Estatísticas de Violência Contra a Mulher no Amapá
2022
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O Ministério Público do Amapá reportou 2.342 casos de violência doméstica contra mulheres em 2022. A capital Macapá concentrou 55% das ocorrências, seguida por Santana (15%), Laranjal do Jari (10%), Tartarugalzinho (6%) e Oiapoque (4%). Destaca-se que 86% dos casos ocorreram em ambiente doméstico, e 92% dos agressores eram companheiros, ex-companheiros ou maridos Diário do Amapá.
2023
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A plataforma Ligue 180 registrou 1.873 atendimentos via Central de Atendimento à Mulher no Amapá durante 2023 Serviços e Informações do Brasil+1.
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Até julho de 2024 (comparativo com 2023), foram contabilizadas 202 denúncias, um aumento de 46,38% em relação ao mesmo período de 2023 Serviços e Informações do Brasil.
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A Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher (DataSenado, 2023) apontou que 35% das mulheres no Amapá já sofreram violência doméstica ou familiar provocada por um homem; 21% relataram ter sido vítimas nos últimos 12 meses. Entre essas vítimas, 87% sofreram violência psicológica, 78% violência moral e 77% física. Além disso, 41% sofreram sua primeira agressão até os 19 anos de idade senado.leg.br.
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No âmbito nacional, o Anuário Brasileiro de Segurança Pública registrou 153 notificações de importunação sexual em Amapá em 2022, representando uma taxa de 13,4 notificações por 100 mil habitantes Wikipédia.
2024
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A Central de Atendimento — Ligue 180 obteve 2.116 atendimentos ao longo de 2024 no Amapá, representando um aumento de 12,9% em relação aos 1.873 atendimentos em 2023. As denúncias também cresceram de 282 para 331, um salto de 17,3% Serviços e Informações do Brasil.
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Dos 331 casos, 204 foram denunciados pelas próprias vítimas, e 127 por terceiros. A residência — tanto da vítima quanto do suposto autor — foi o ambiente mais frequente das ocorrências Serviços e Informações do Brasil.
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No que diz respeito a crimes violentos letais intencionais (CVLI), o Amapá apresentou melhor série histórica dos últimos 13 anos, com 336 vítimas em 2023 contra 225 em 2024, o que representa uma redução de 33,04% Agência de Notícias do AmapáAgência de Notícias do Amapá.
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Homicídios caíram de 303 (2023) para 216 (2024) — queda de cerca de 29%.
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Lesão corporal seguida de morte teve redução de 81,25%.
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Latrocínios caíram 69,23%.
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Feminicídios foram reduzidos em 50%, passando de 4 casos em 2023 para 2 em 2024 — o menor número do país Agência de Notícias do Amapá+1informeap.com.
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Resumo Comparativo
| Ano | Principais Indicadores no Amapá |
|---|---|
| 2022 | 2.342 casos de violência doméstica; primeiras agressões até 19 anos (41%); violência psicológica (87%), moral (78%), física (77%) |
| 2023 | 1.873 atendimentos em Ligue 180; aumento de denúncias até julho; perfil de violência similar ao ano anterior |
| 2024 | 2.116 atendimentos em Ligue 180; denúncias subiram para 331; quedas expressivas em CVLI, homicídio, feminicídio (–50%) |
Sobre Violência contra Menores de Idade
Nenhum dos relatórios apresentados especifica dados detalhados sobre **crimes contra menores de idade no Amapá. O dado disponível relevante é que 41% das mulheres relataram que sua primeira agressão ocorreu até os 19 anos, o que indica vulnerabilidade jovem, mas não quantifica violência infantojuvenil separadamente senado.leg.br.
Fontes Consultadas
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Ministério Público do Amapá — casos de violência 2022 Diário do Amapá
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Ministério das Mulheres / Ligue 180 — atendimentos 2023–2024 Serviços e Informações do Brasil+1
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DataSenado (Pesquisa nacional de violência doméstica) — perfil e idades senado.leg.br
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Anuário Brasileiro de Segurança Pública — importunação sexual 2022 Wikipédia
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Sejusp Amapá e Agências — redução de CVLI e feminicídios Agência de Notícias do Amapá+1informeap.com
Conclusão
Os dados mostram que, apesar de um aumento nos atendimentos e denúncias registradas, o Amapá conseguiu reduzir significativamente os crimes violentos, especialmente feminicídios, homicídios e lesões graves em 2024. No entanto, ainda há lacunas sobre violência contra menores de idade, que merecem investigação adicional junto a órgãos como Disque 100, Delegacias Especializadas ou promotoria de infância.


